terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Uma manhã diferente

Hoje fomos ao Hospital do Câncer fazer uma visita.
Um choque de realidades.

Sem dramas ou clichês, o grupo todo ficou meio tocado.
A "luta" diária da gente é tão diferente daquilo,
o que a gente almeja, o que a gente reclama...

Eles só querem a cura, só querem viver, lutam por isso
e os pais daquelas crianças lutam pra ter força
e não chorarem a cada vez que alguém transmite
uma mensagem de esperança.

Esperança...uma das mães que estavam lá
conversou com minha amiga e, chorando, contou
que seu filho tem câncer, acabou de sair de uma cirurgia
e descobriu que sua filha também tem a doença.

Ela é mãe, tem que dar força, tem que recomeçar, não pode desmoronar...
Mas chorou ali, enquanto seu filho não estava do lado.

Se eu pudesse levaria tantos amigos pra lá,
não como forma de passar na cara e mostrar outras realidades,
até porque eu sou uma das que precisa ir o resto da vida
pra parar de reclamar de coisas tão fúteis...
Mas é uma sensação única a de ficar feliz e deixar feliz uma pessoa
com um gesto ridiculamente simples.

Deixar feliz chega a ser de mais, eu diria fazer sorrir,
fazer com que aquele pirralha veja que alguém se importa com ele,
que aquela velhinha não está sozinha,
que vale a pena pegar o ônibus que vem lá do interior,
passar o dia esperando pra ser atendido, mesmo com fome,
e ainda sorrir.

Enfim, isso pode ser mais um textinho igual ao de quem visita um hospital
com criancinhas que choram e mães cheias de olheiras de noites e noites mal dormidas.
Mas tinha que colocar isso pra fora
e espero ter comigo essa sensação pra não abandonar a idéia
e poder voltar mais vezes, com a mesma vontade.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Bem que ele disse...

E foi quando ele me disse: "ninguém vai ser como eu...nunca."

Não sei se é "nunca", mas que a profecia "dele" está se confirmando, está.

Vamo simbora, mais uma vez!


Fiquei com vontade de escrever um continho ou crônica sobre isso,
mas não hoje, em plena TPM.



quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A preguiça

Estava começando a escrever sobre a preguiça, como ela toma conta de mim, e como tantos me condenam e dizem que é pura falta de vontade de mudar e todas as coisas prontas que todo mundo tem pra dizer quando a gente assume uma postura não aceita pela sociedade (louca, corrida, infernal) que vivemos.

Mas escreveria algo pensado, dentro de um formato.
Explicando melhor: estava lendo o blog de Madson (ozepelim.wordpress.com) e vi como ele consegue fazer associações, como tudo flui limpo e fácil nos textos dele.
Quando leio algo assim, tenho vontade de escrever também, de tentar ser transparente como ele e ter a habilidade de brincar com as palavras.

Mas comigo não é assim, as palavras saem quando eu nem leio o que acabei de digitar, quando não revejo o texto, quando não penso que alguém vai ler e pensar se está bom, fraco, interessante...
Então, em vez de falar da preguiça, resolvi falar da liberdade que é o ato de escrever.

Eu sentia isso muito mais forte quando rabiscava os meus mais profundos e sinceros pensamentos nas últimas folhas do caderno. Sabia que ninguém leria, e tudo saía tão
bonito, tão pesado, tão triste, tão sincero. É a verdade, a minha verdade. Sem freios, sem medo,
sem pudor.

Teria mais algumas coisas a falar, mas a preguiça e o horário de trabalho me impedem de continuar.

Até.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

É HOJE!! ¬¬

Hoje estou com a pá virada!
Tô puta, tô triste, tô cansada, abusada, enjoada...sem saco!

Hoje (ou até mais tarde) eu não quero saber de conselhos, não
quero palavras "acolhedoras" porque elas não me servem num dia como hoje.

Hoje eu não quero trabalhar (vim pro estágio/trabalho, mas não fiz nada), não
quero estudar, não quero pensar na vida, não quero rir sem vontade pra agradar a ninguém
(acabei de fazer isso para um carinha que sempre vem ao escritório falar com meu diretor
e nem sei quem ele é..é baixinho, usa camisa de botão e uma pasta de couro, deve ser importante),
enfim.

Hoje eu queria ter meu canto pra não ter que explicar a ninguém o porque dessa cara feia..
São tantos motivos (todos eles sem tanta profundidade ou até razão), mas são meus motivos.

Só estou escrevendo aqui porque o propósito inicial do blog
era o de falar aqui o que não gostaria de falar pra ninguém, até porque ninguém lia isso
aqui mesmo...
Mas meu inconsciente talvez achasse que um dia eu poderia ficar famosa
pelos meus escritos desaforados. ¬¬

Tô cansada das pessoas...das complicadas, das loucas, das problemáticas.

HOJE estou com uma bela TPM!

Essas três letrinhas juntas fazem com que problemas comuns
se tornem um verdadeiro inferno.


Ps.: Rafa, não venha me dizer que sou assim por causa disso, daquilo..bla bla bla!
hahahahaha





terça-feira, 11 de agosto de 2009

Ouvindo Tim

Estou a ouvir Tim, a responder tarefa de Humanismo, uma cadeira online que estou pagando...
Na verdade, só estava fazendo isso por vontade de escrever, quando pensei: por que não no blog?

Esse post vai em homenagem à Marina (não sei se exatamente em homenagem...mas lembrei dela..e nem tem como não lembrar, já que trabalhamos juntas, praticamente moro na casa dela e nos falamos por telefone umas quatro vezes por dia. Nada que se compare a Fred o falatório no telefone).
Ela me perguntou ontem se eu tinha escrito algo, e respondi que não, mas que era uma boa idéia
já que estava de mal humor, azeda e com um pouco de raiva do mundo ( o que inclui algumas pessoas, faculdade, consequetemente acordar cedo e também o trabalho).

Uma paradinha..escolhendo outra música melancólica de Tim..
Paixão Antiga, essa é boa.

Pois bem,meus caros leitores (Marina, Rafa e Léo, no máximo), estou cá para expressar
minha decepção com a raça humana.
Que pesado.


Mas é por aí..parece que ninguém mais ama como Roberto Carlos (ou pelo menos como consta em suas músicas), ou olha para o próximo com algum tipo de compaixão.
A gente ouve músicas como as que tenho ouvido ultimamente, vê filmes fofos
em que tudo dá certo no fim e as pessoas acreditam no amor e passam por cima
de coisas absurdas pra ficarem juntas...e percebemos que isso é fantasia, que pode até
acontecer com aquele(a) coleguinha distante ou com a prima da amiga da nossa mãe..
Mas não com a gente (comigo e com Marina...kkkkkkkkkkkk).

Sem querer ser reclamona, mas falo com conhecimento de causa (minha e de MARINA)
de que as coisas hoje não são fáceis.

Não estou mais a fim de falar, perdi a vontade.
Acabou a música.
Vou voltar à minha tarefa e depois dormir.

Amanhã penso se escrevo mais about this.

Besos.


segunda-feira, 8 de junho de 2009

Calmante? Obrigada.

Tenho 21 anos, dores e torcicolo de tensão, preciso de um calmante e acabei de ter um ataque de raiva do meu irmão.

Ou seja, 21 anos e estou com sintomas de uma pessoa velha, ranzinza, cheia de problemas, que vai ter qualquer coisa no estômago por causa do STRESS.

Puta merda.

Não façam isso com suas vidas.

Acabou o prazo pra alguma coisa no trabalho?
Problema!
Se desculpa, pede demissão, mente, explica, pede segunda chance..
que seja!

Não fez, nem quer fazer, neste exato momento um trabalho
chato, desnecessário, com leitura difícil, depois de um dia
atordoante de trabalho?
Não faz. Ou então, toma um café, banho, água, pra tomar fôlego e recomeçar...

Porque alguém me disse (me lembrou) que não preciso me lascar
pra aprender a não fazer mais determinada coisa.

Pra que reprovar uma cadeira por falta pra não faltar mais?
Pra que deixar uma pessoa puta com você, pra não ser mais grossa com ela?

Estou sendo, mais uma vez, contraditória, paradoxal,
mas é isso que sou.

Não quero fazer esse trabalhinho, nem quero acordar cedo amanhã.
Mas VOU fazer esse trabalho, mesmo que fique medíocre e vou
acordar amanhã. Na hora (porque é na segunda aula, claro).

Enfim.

Esse post só interessaria a mim, porque não tem nada
de produtivo, interessante ou que faça alguém refletir.
Mas Rafa deve vir por aqui e me chamar de fracassada
e adoro ouvir isso dele!
Você me motiva!

Beijo,tchau.




sábado, 23 de maio de 2009

Esquece.

Esse é o clima pra escrever.
Chuva, saudade, falta...

Hoje não quero falar nada, só deixo
essa música.

Grande Cartola.
Fala por mim, às vezes.



Esquece o nosso amor, vê se esquece.
Porque tudo no mundo acontece
E acontece que eu já não sei mais amar.
Vai chorar, vai sofrer, e você não merece,
Mas isso acontece.
Acontece que o meu coração ficou frio
E o nosso ninho de amor está vazio.
Se eu ainda pudesse fingir que te amo,
Ah, se eu pudesse
Mas não quero, não devo fazê-lo,
Isso não acontece.